O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

15 de ago de 2017

em tempos como o nosso

O tempo nos faz entender
que na hora do silencio
o mundo nos fala
e nos faz perceber o mundo
como algo absurdo!

As partes do entendimento
o contra censo
consenso
o tempo
comum a todos...

Tem uns que são
outros são levados
tem aqueles que vendem informação
e outros inadequados,

entre ciclos de torpe poder
Há vidas, fuligem, fumaça
a adequação nos faz perceber
Anulação do ser...


Km 

23 de mai de 2017

Machismo


aquilo que nos segrega
sexismo, a funções e rótulos
desnecessários
aos que verdadeiramente
em comum habitam! 
km

15 de abr de 2017

Sabe, aquele Máximo



― George Orwell "1984"
"Obediência não é o suficiente. A não ser que uma pessoa esteja sofrendo, como você pode ter certeza que ela está obedecendo à sua vontade e não à dela? O poder está em infringir dor e humilhação. O poder está em rasgar mentes humanas em pedaços e colocá-las juntas de volta em novas formas escolhidas por você mesmo. Você começa a enxergar agora o tipo de mundo que estamos criando? (...) Não haverá lealdade, a não ser lealdade ao partido. Não haverá amor, a não ser amor ao Grande Irmão. Não haverá riso, apenas o riso de triunfo sobre um inimigo derrotado. Não haverá arte, literatura ou ciência. Quando formos onipotentes, já não haverá mais necessidade de ciência. Não haverá distinção entre a beleza e a falta dela. Não haverá mais curiosidade, nem alegria no processo da vida. Todos os prazeres competitivos serão destruídos. Mas sempre -- não se esqueça disso, Winston -- sempre haverá a intoxicação do poder, sempre aumentando e sempre crescendo sutilmente. Sempre, a cada momento, haverá o tremor da vitória, a sensação de pisar num inimigo que já está sem esperança. Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota pisando num rosto humano -- para sempre."
― George Owrell - 1984

23 de mar de 2017

Noite fria, carne fraca

Noite fria, carne fraca, 
e pensamentos nefastos como tiros de uma guerra, 
corta o silencio da alma, 
faz-nos sentir algo além de nosso próprio ser, 
além sem sorrisos estalados ou cardápios variados ... 
habitamos há fome.

A credulidade dos dias 
... 
passa 
sol 
vozes na praça 
poeta iluminado 
palavras 
ecoam na alma 

sentimentos expostos 
em versos 
há calma 
tumulto 

experimenta 
a ciência 
o fenômeno 
a escrita 
passa 

Entre as vontades dos dias e a realidade da alma. 


Sem ternos quentes aparentes, desfilamos, ato falho negamos, ato por ato debulhamos.
O ser que esta em mim se transforma perante o ser que existe enfim.


Fala-me de rimas das vozes perdidas, qual sonho persegues do dessaber ao saber do dia, inacabados seres, conscientes inacabamos.

Como se fosse poesia guardei seu verso no bolso a tempo de jogar as cartas na mesa,
Sorria que como antes 
Há tempo.

 km

22 de mar de 2017

Rarefeitos Imbitubianos: Prosa Poética: Humberto Fonsêca & Karina Meireles

Rarefeitos Imbitubianos: Prosa Poética: Humberto Fonsêca & Karina Meireles: Empatia - Um Abismo Entre o Bem e o Mal A solidão é um pedaço de mistério tão eloquente, que nós não podemos mais reter nossos sentimento...

Pedagogia do Oprimido


"Quem, melhor que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora? Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão? Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade da libertação? Libertação a que não chegarão pelo acaso, mas pela práxis de sua busca; pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela."
Trecho do livro "PEDAGOGIA DO OPRIMIDO" - PAULO FREIRE.

19 de mar de 2017

Há palavras














Não direi para calar-te
Nem para bem ou mal dizer-me
essa boca paladina
dada está.

Ao que desconheço
as lágrimas penduradas nos olhos
à desconfiança
e esse cheiro de flor.

Revela-se
A este oposto
remediamento
pois antes que me embriague
nos versos malditos
tento ouvir
para além do som
há palavras...

Seja desordem
nesta ordem nefasta
atravessemos o progresso
para dar espaço
aos estandartes de revolta.

km

10 de mar de 2017

SobreViver


Eu já não sou mais eu
a novidade assustou
Ao dito seja o que é
eu digo não seja

Em um eterno
Não ser
se é

Distópico
utópico
dialético

Vivemos
e somos
vividos

Em tempos de ódio
não ser o esperado
é um meio

Deixar de ser
para ser algo novo
constante e
visceral
survival...
km



7 de mar de 2017

COeducação

[...]A construção social das gerações se concretiza através do estabelecimento de valores morais e expectativas de conduta para cada uma delas, em diferentes etapas da história. Novas relações, por sua vez, determinam novos comportamentos das gerações, num movimento dialético e de retroalimentação permanente. É através dos séculos que nossa sociedade modela-se, logo, as idéias do cristianismo ditavam a moral e os bons costumes de uma sociedade patriarcal, onde a mulher era considerada um adjetivo do homem. O que prejudicou a liberdade das mulheres ao conhecimento científico, ao trabalho enfim a educação.

As coisas se passam como se sempre tivesse sido assim: meninos de um lado e meninas do outro.  Desejando que as relações entre essas naturezas se aprofundem e se aperfeiçoe, esta reflexão se apóia na certeza de que o compartilhamento das experiências na igualdade e liberdade ao saber combate o preconceito, podendo efetivamente contribuir para a edificação de uma sociedade mais justa, tolerante, democrática e solidária[...] km

24 de fev de 2017

Fibra










As pessoas estão criando muros e não pontes. Essa frase é velha conhecida nossa. Amig@s divergem, e ao invés, de conversarem e resolverem suas diferenças, simplesmente preferem cortar laços e fazer provocações em redes sociais
.
Esse mundo ligado por fibra ótica
que magicamente une os distantes
separa o próximo... 
km

18 de fev de 2017

A História Secreta da Obsolescência Planejada [Legendado PT]

Baterias que "morrem" em 18 meses de uso; impressoras bloqueadas ao alcançar um determinado número de impressões; lâmpadas que derretem às mil horas... Por que, apesar dos avanços em tecnologia, os produtos de consumo duram cada vez menos?

Filmado na Catalunha, França, Alemanha, Estados Unidos e Gana, “Comprar, descartar, comprar” faz uma viagem através da história de uma prática empresarial que consiste na redução deliberada da vida útil de um produto, para aumentar o seu consumo pois, como publicado em 1928 em uma influente revista de publicidade estadunidense, “um artigo que não se deteriora é uma tragédia para os negócios."

O documentário, dirigido por Cosima Dannoritzer e co-produzido pela TV espanhola, é o resultado de três anos de pesquisa; faz uso de imagens de arquivo pouco conhecido, fornece provas documentais e mostra as desastrosas conseqüências ambientais decorrentes dessa prática. Também apresenta vários exemplos do espírito de resistência que está crescendo entre os consumidores, e inclui a análise e opinião de economistas, designers e intelectuais que propõem alternativas para salvar a economia e o meio ambiente.

A obsolescência planejada






Apenas os bastões dos peregrinos
Se movem através
Do campo de verão.


Ishu

16 de fev de 2017

A voz da vez


“Anarquismo não é uma fábula romântica mas a realização consciente, baseada em cinco mil anos de experiência, de que não podemos confiar o gerenciamento de nossas vidas à reis, padres, políticos, generais e executivos”— Edward Abbey, A Voice Crying in the Wilderness (1989)

13 de fev de 2017

O que é ser uma anarquista
Em tempos
Tão selvagem
mente
Capitalista?

km

8 de fev de 2017

5 de fev de 2017

Quem é humano?


Penso --porque ainda consigo pensar, em meio a esse turbilhão de sentimentos--
Mas há algo que é muito importante no exercício do pensamento: é que atribuamos aos sentimentos que se apoderam de nós o seu devido peso e papel. Não posso pensar em dissonância completa com o que sinto. A razão, sem dúvida, segura muitas vezes as paixões desenfreadas.
km

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás