O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

1 de nov de 2016

13 de jun de 2016

Aos invisiveis












Canta a dor
cantador
das historias vividas
num sertão passado
a seca, angustia, esperança
aquela ultima que morre
nos cantos da praça a rua espera
aos invisíveis

Dai vez
Ou outra
canta dor amor.


km

24 de abr de 2016

Mutável


Foto: Michał Karcz
Versátil
verso ágil
ver sujeito
sujeito a mudança.

km

#OpOperadoras: Anonymous declara guerra contra as operadoras

18 de abr de 2016

Desobediência civil

#banksy

Frases e trechos do livro "A Desobediência Civil" de Henry Thoreau

“[...] o governo é uma conveniência pela qual os homens conseguem, de bom grado, deixar-se em paz uns aos outros, e, como já se disse, quanto mais conveniente ele for, tanto mais deixará em paz seus governados.”

“Penso que devemos ser homens, em primeiro lugar, e depois súditos. Não é desejável cultivar pela lei o mesmo respeito que cultivamos pelo direito. A única obrigação que tenho o direito de assumir é a de fazer a qualquer tempo aquilo que considero de direito.”

“A grande maioria de homens serve ao Estado desse modo, não como homens propriamente, mas como máquinas, com seus corpos.”

“Estamos acostumados a dizer que a massa dos homens é despreparada, mas o progresso é lento porque a minoria não é substancialmente mais sábia ou melhor do que a maioria.”

“Há novecentos e noventa e nove defensores da virtude para cada homem virtuoso.”
“Vim a este mundo não, principalmente, para fazer dele um bom lugar para se viver, mas para viver nele, seja bom ou mau.”

“[...] não importa quão limitado possa parecer o começo: aquilo que é bem feito uma vez está feito para sempre.”
“Num governo que aprisiona qualquer pessoa injustamente, o verdadeiro lugar de um homem justo é também uma prisão.”

“Deves viver contigo e depender só de ti, sempre arrumado e pronto para partir, e não ter muitos negócios.”

“[...] o Estado nunca enfrenta intencionalmente a consciência intelectual ou moram de um homem, mas apenas seu corpo, seus sentidos. Não está equipado com inteligência ou honestidade superiores, mas com força física superior.”

“Se uma planta não consegue viver de acordo com sua natureza, ela morre, e assim também um homem.”



Henry David Thoreau (1817-1862) foi um filósofo, naturalista e poeta estadunidense. Caminhante solitário e defensor da Natureza, se isolou do convívio social por parte de sua vida. Sua obra antecipa preocupações ambientais e ecológicas. Ativista anti-impostos, foi preso por sonegação. Na prisão, escreveu esse livro em 1849, defendendo a desobediência civil como oposição legítima a um Estado injusto e autoritário. Nas mãos de Gandhi, esse livro o influenciou a derrubar um império. Embora os escritos de Thoreau tenham influenciado de anarquistas a ecologistas, o autor preferia não se definir sob nenhuma classificação política.

2 de abr de 2016

...Ora feito fogo, outrora feito máquina

Arte: Peony Yip

Ora feito feio
ora feito bonito,
até que
adaptou-se.
Acalento
ora bom
(feito oportuno)
era ser
(tipo essência)
aquela rosa no jardim
era linda
por horas bucólica.

Frágil ser em si.
ora sozinho
em eras
infinito...
km

24 de mar de 2016

momento histórico

A história
não fala,
ela grita.

km #haikai

O rei esta posto?

22 de mar de 2016

Haikaiando

estar
para ser
poesia

km #haikai

28 de fev de 2016

Há tempos

tic tac
me roubando
devaneios
km

2 de fev de 2016

Humanidades

"Conhecer a nós mesmos é identificar o motivo sórdido de nossos gestos, o inconfessável inscrito em nossa substância, a soma de misérias patentes ou clandestinas das quais depende nossa eficácia. Tudo o que emana das zonas inferiores de nossa natureza está investido de força, tudo o que vem de baixo estimula: produzimos e rendemos mais por inveja e capacidade do que por nobreza e desinteresse."

2 de jan de 2016

Poemizando



Para tu
que vives
exalando sentimento
eu te desejo
O mundo... km

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás