O dito da vez


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A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo

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Carlos Drummond de Andrad

24 de fev de 2017

Fibra










As pessoas estão criando muros e não pontes. Essa frase é velha conhecida nossa. Amig@s divergem, e ao invés, de conversarem e resolverem suas diferenças, simplesmente preferem cortar laços e fazer provocações em redes sociais
.
Esse mundo ligado por fibra ótica
que magicamente une os distantes
separa o próximo... 
km

18 de fev de 2017

A História Secreta da Obsolescência Planejada [Legendado PT]

Baterias que "morrem" em 18 meses de uso; impressoras bloqueadas ao alcançar um determinado número de impressões; lâmpadas que derretem às mil horas... Por que, apesar dos avanços em tecnologia, os produtos de consumo duram cada vez menos?

Filmado na Catalunha, França, Alemanha, Estados Unidos e Gana, “Comprar, descartar, comprar” faz uma viagem através da história de uma prática empresarial que consiste na redução deliberada da vida útil de um produto, para aumentar o seu consumo pois, como publicado em 1928 em uma influente revista de publicidade estadunidense, “um artigo que não se deteriora é uma tragédia para os negócios."

O documentário, dirigido por Cosima Dannoritzer e co-produzido pela TV espanhola, é o resultado de três anos de pesquisa; faz uso de imagens de arquivo pouco conhecido, fornece provas documentais e mostra as desastrosas conseqüências ambientais decorrentes dessa prática. Também apresenta vários exemplos do espírito de resistência que está crescendo entre os consumidores, e inclui a análise e opinião de economistas, designers e intelectuais que propõem alternativas para salvar a economia e o meio ambiente.

A obsolescência planejada






Apenas os bastões dos peregrinos
Se movem através
Do campo de verão.


Ishu

16 de fev de 2017

A voz da vez


“Anarquismo não é uma fábula romântica mas a realização consciente, baseada em cinco mil anos de experiência, de que não podemos confiar o gerenciamento de nossas vidas à reis, padres, políticos, generais e executivos”— Edward Abbey, A Voice Crying in the Wilderness (1989)

13 de fev de 2017

O que é ser uma anarquista
Em tempos
Tão selvagem
mente
Capitalista?

km

8 de fev de 2017

5 de fev de 2017

Quem é humano?


Penso --porque ainda consigo pensar, em meio a esse turbilhão de sentimentos--
Mas há algo que é muito importante no exercício do pensamento: é que atribuamos aos sentimentos que se apoderam de nós o seu devido peso e papel. Não posso pensar em dissonância completa com o que sinto. A razão, sem dúvida, segura muitas vezes as paixões desenfreadas.
km

Quem somos nós? (Completo)

4 de fev de 2017

Pois é, sou ateia

sou Pedagoga e ateia acho que desde pequena, mas conscientemente acho que há uns 11 anos. Minha infância foi muito divertida fui uma criança feliz e não me lembro de ir a igreja ate uns 11 anos, meus pais acreditam em Deus mais não freqüentavam igreja e nem repassavam doutrinas para os filhos, mais até que meu irmão mais velho foi batizado na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons), ai pronto, tudo começou, minha família inteira foi batizada inclusive eu, comecei a conhecer a bíblia, o livro de mórmon, doutrinas e convênios e toda a literatura vasta da religião, li bastante e cheguei a conclusão que não tinha fé (rs) falei isso para meu líder religioso (o que me arrependo profundamente) ele mandou eu orar e enviou pessoas a minha casa para a regulação desta fé perdida.

Isso aconteceu quando tinha 16 anos, e realmente não queria saber de Deus, Jose Smith, Maria nem muito menos de Cristo. Eu queria conhecer o mundo das letras, da arte, da musica, da ciência, queria viver fora do controle da religião.

Um dia escutei que “O livre arbítrio era um presente de Deus ao homem!”

Segundo determinado pensamento cristão apesar da liberdade que Deus nos permite através do livre-arbítrio. Uma coisa é ter o livre-arbítrio, outra é usar ele para seu bel-prazer e não para o prazer daquele que o concede. Essa afirmativa pela concepção de uma religião cristã me fez observar a questão de uma forma diferente, ter reação a minha própria reação. Pude perceber que esta “dádiva” seria cobrada até o fim de minha vida, ou a eterna servidão, ou o inferno, por este temido motivo de não agradar a este “certo Deus de nossas vontades”, já destinadas por ele, nas quais são moldadas, no que é certo e no que é errado na sua definição como se a verdade estivesse declarada em um único livro e em um único caminho.

Não posso querer? Não posso querer questionar isso? Pois se considerarmos esse pensamento como verdadeiro a vontade de outro sempre será minha vontade me anulando como “sujeito” criativo que constrói minha própria historia. E o que seria da liberdade sem o questionamento sem ao menos pensarmos a respeito dos motivos, das causas de tais situações? É tudo simplesmente a vontade de Deus ou a fraqueza do pecador? Essa banalização do ser em servo, do cidadão ao consumo, da educação a pura técnica me levou a pensar sobre a idéia de livre arbítrio e liberdade.

E comecei minhas leituras e pesquisas, adoro poesia e comecei a ler poetas malditos e fui entrando no mundo da margem cheia de vontade de saber mais, conheci Foucault, Sartre, Freud, Malatesta, Max Stirner, Bakunin, Pual Robin, Maria Lacerda de Moura, Nietzsche, Dawkins, Faure, e tantos outros autores que até hoje me cercammas foi quando li sobre o livre arbítrio segundo Schopenhauer que percebi que estava livre dos dogmas que a religião tinha imposto em mim, comecei a enxergar o mundo através dos meus olhos, sem nenhuma culpa, me assumi como ateia, sou feliz assim, assumo minha vida com acertos e erros.

Como diria Sartre: Estamos sós e sem desculpa! ;)

31 de jan de 2017

Seja quem for...


Caminhando e sentindo
o sol estalar seus ossos
experimento
cada raio
cada átomo
Ciente
do presente
de estar no mundo...
E com o mundo
se entender humano
conhecedor
de sua própria mente.

km

30 de jan de 2017

[IN]flexível.


Procurando um caminho fácil, me esqueci da primeira lição: nada é fácil nessa vida!
Até de rosas falei, esquecendo os espinhos da danada...

Sendo contra toda boa vontade como forma de uniformização e sadismo de autoridade, penso sobre a vida e a educação que nela se encorpa e transforma vida em escárnio, isso nos leva a ilusão de liberdade, está alienada ao homem democraticamente e assim negamos nossa realidade.
Há negação!
De transforma-se, ser ativo, reativo... Assumir-se no mundo, individual e coletivo. A dualidade existe como um sarcasmo natural a soberba humana cheia de barreiras simbólicas, fronteiras verbais que nos impedem compreensão.
“Mundo cão, mundo lindo”

Chego ao pensamento que minha humanidade é totalmente incompatível com a vida,  vida modelada, escasseada, cheia de bits, pixels a porra toda, no momento meu coração tem o ritmo de um liquidificador, de certo natural isso não é...
Reúno minhas lamurias, desfilo minhas tristezas, sou triste por natureza
finjo alegria por destreza...
Não acredito em beleza nem muito menos feiúra.. meus padrões estéticos são outros incompreensíveis aos que não tem sentimento, ou melhor, aos que não sentem por prazer e sim por medo do ajuste, este desajuste me enche de tal maneira que nunca chegarei segura aquele porto, mais eu sei que Maria não viu a rosa, o que Maria viu foi outra coisa, e isso é o que importa!
Que os maltidos vislumbrados do passado me encham alma no presente,
que o futuro se faça em meu presente nefasto!

Quando não se vive
O sentimento
ele se torna um processo poético
Quantos amores
impossíveis?

Quantas dores mal feitas
ou bem feitas até demais!

o que
,a minha mente que floresce,
vai fazer com meu coração que sofre?

Eis a questão...
km

29 de jan de 2017

De tempos
Em tempos
mais ao sul ou ao norte
em todo lugar
Sentimentos
Entre seres
Vivemos
Em tempos
Em que amar
Tornou-se
Um ato de coragem
Está ventando no ar
é um sentimento de amor.


km

26 de jan de 2017

Do grego demo= povo e cracia=governo

A democracia
tornou-se uma daquelas palavras 
vazias de sentido.

km


22 de jan de 2017

14 de jan de 2017

Longínquo

Enquanto a mente floresce
existe um longínquo espaço
saber de si
do verso ao universo...
através dos rastros das estrelas
quantas possibilidades possíveis?

E tudo vira um processo poético.

km

JUSTIÇA

JUSTIÇA

Agora uma fabulazinha

Me falaram sobre uma floresta distante onde uma história triste aconteceu no tempo em que os pássaros falavam, os urubus bichos altivos mas sem dotes para o canto resolveram mesmo contra a natureza que havia de se tornar grandes cantores.
Abriram escolas e importaram professores, aprenderam


mi

sol

si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si para escolher quais deles passariam a mandar nos demais a partir daí criaram concursos, inventaram títulos pomposos, cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular afim de ser chamado por vossa excelência.
Passaram-se décadas arte que a patética harmonia dos urubus maestros foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas, que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás. Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos para um rigoroso inquérito:
cade os documentos de seus concursos?
Indagaram, e os pobres passarinhos se olharam assustados... Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles.
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar naturalmente cantavam
Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem, bradaram os urubus.
E em um nisoro expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos que ousavam cantar sem alvarás...

Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás